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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Intolerância na Internet

Intolerância - Característica do que é intolerância ou repugnante.
Ausência de tolerância ou falta de compreensão.
Comportamento - atitude odiosa e agressiva - de caráter político ou religioso, daqueles que possuem diferentes opiniões.
Intransigência a diferentes opiniões.


Todos nós sabemos que para viver em sociedade temos que ter uma certa paciência e tolerância com as pessoas. Pelo menos é assim que aprendemos desde sempre. Respeito.

Se você não concorda ou mesmo não suporta alguém, simplesmente não fica perto, se afasta e vai cuidar da sua vida. Mas é claro que tem aqueles que gostam de falar pelas costas, criticar, xingar, desejar o mal etc. Mas na frente da pessoa é um anjo de candura. Esses são os bonzinhos embutidos.

E tem aqueles que não têm medo de falar olhando nos olhos, enfrenta uma discussão, um bate-boca, defende sua opinião sem agredir o outro. Esses são os bocudos, os arrogantes, os chatos.

Engraçado isso, não é? Mundo hipócrita demais!

Na internet isso não é diferente. E acontecem as mesmas coisas, as mesmas discussões, os mesmos bate-bocas e a pessoa exclui aquela que não suporta. Isso é bom.

Mas tem uns que exageram demais! Agridem, xingam, dão sua opinião e não aceitam discutir uma proposta diferente. Não conseguem enxergar que as pessoas são diferentes e pensam diferente. E como têm muitos seguidores, um batalhão de comentários a apoiar o dono da postagem. Sinceramente não sei se isso é bom.

Acho que tem que discutir sim, mas sem agredir, sem xingar, sem ofender. E se tiver alguma coisa engasgada na garganta, chame a pessoa num local particular e fale diretamente para ela. Ninguém precisa presenciar isso. Mas o que geralmente acontece é a pessoa não aceitar a opinião alheia e ficar falando pelas costas, com suas palavras, a sua versão. É claro que os amigos vão defender. Isso é lógico em qualquer lugar. Mas já que está num lugar público, porque não ouvir as duas partes?

Pessoas que se julgam os donos da verdade absoluta e quem pensa o contrário ou defende uma outra coisa, é o errado. A pessoa tem todo o direito de fazer suas escolhas, assim como outras têm o direito de falar o que bem entende. São pessoas distintas. Se há um pingo de educação, entram num consenso e tudo se resolve da melhor forma possível.

Mas o que geralmente acontece é que se julga uma pessoa por uma frase, uma palavra, um comentário, como se essas poucas palavras fosse a pessoa inteira. Não basta não curtir ou não compartilhar, têm que humilhar de alguma forma, num outro canto, no seu canto com seus amigos.

Isso é constrangedor demais.

Muitos criticam que alguns só elogiam, só falam coisas boas. Mas porque não só elogiar e só falar coisas boas? Se é virtual a gente nem conhece direito e por que não ser gentil com todos? E concordar ou discordar mas com respeito?

Imagine uma sala imensa com várias pessoas, cada um com sua vida, suas manias, seus pensamentos, seus problemas, e todos conversando sobre um assunto. Uns concordam, outros não... E sempre tem aquele que não concorda e começa e ofender quem pensa o contrário. Todos param e ficam olhando ou ficam do lado ou de um ou de outro. E fica aquele clima chato, deselegante, pesado... Tem gente que gosta de polêmica, mas até para ser polêmico tem que ter uma certa diplomacia para defender, saber o que está falando e quem sabe, convencer o outro de que não é bem assim. Ponto para essa pessoa.

O que custa ouvir ou ler o que o outro pensa a respeito? Às vezes não temos informação suficiente, pensamos equivocadamente e não enxergamos algo que esteja escondido. Então essa é a chance de clarear as ideias e pensar melhor. Sempre terá alguém mais bem informado, ou mais capaz de racionar de um jeito mais claro. E sempre temos o que aprender seja em qual assunto for.

Mas, como ninguém é igual a ninguém, graças a Deus, aprendemos a conviver aos trancos e barrancos em qualquer lugar, seja no real ou no virtual.

A mágoa é a mesma, a dor é a mesma, os lamentos são os mesmos e a indignação também é a mesma. A vida é diferente de cada um.

Lembram que temos dois ouvidos, dois olhos, duas narinas e somente uma boca? Então... Será que foi proposital Deus nos fazer assim?


sábado, 27 de abril de 2013

Esmalte e Gentileza

Esmalte Ludurana antialérgico Café Brasil - Blog Simples e Clara

Vamos tomar um cafezinho?

Esmalte antialérgico Ludurana Café Brasil - Participando da Blogagem Coletiva da Fernanda Reali.

Gentileza gera gentileza e nada como um bom café pra receber as pessoas em casa, um bom papo e um "volte sempre" pra deixar a visita à vontade pra voltar mais vezes.

Esmalte Ludurana antialérgico Café Brasil - Blog Simples e Clara

Pra duas pessoas discutirem, as duas têm que concordar. Não adianta ter razão sempre, porque a maioria das discussões não leva ninguém a lugar nenhum. E não custa ser gentil e educado por onde passa. O retorno pode não vir como gostaríamos, mas se fizermos nossa parte, já faz uma diferença na vida pra quem convive com a gente. Principalmente para os filhos que nos têm como espelho.

Cliquem no link e espiem as meninas gentis cazunhas lindjas!

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Celular no Banheiro


Dia desses, à noite, minha filha se arrumou e me disse: "mãe, já volto, tá?". Tá bom, filha. E saiu.

As horas foram passando, passando e essa menina não chegava nunca. Meia noite, meia noite e pouco e nada. Liguei pro celular. Tocou, tocou e nada! Esperei um pouco, chamei de novo, tocou, tocou e nada!

Quem é mãe sabe como funciona cabeça de mãe, não é? Desespero total! A gente já imagina um sequestro relâmpago, um acidente de moto (vai que ela inventou de andar de moto com alguém), um acidente de carro em que ela foi lançada pra fora do carro e ficou desmaiada ou em coma sem ninguém pra acudí-la; vai que ela resolveu ir embora sem contar pra ninguém (sem motivos, claro); vai que pegou um ônibus errado e foi parar num lugar desconhecido e não tem como voltar pra casa; vai que um cachorro mordeu suas pernas e ela está no hospital; vai que... vai que.... Gente, mãe pensa tudo isso e muito mais!

Respirei fundo, chamei de novo e... Celular desligado... Caixa Postal. Meu Deus, será que alguém roubou o celular dela? Chamei de novo, caixa postal de novo...

As horas passavam e eu agoniada quase que chamando a polícia pra dar um jeito nessa menina.

Com um fiozinho de esperança liguei de novo: "Alô, mãe?". Respirei fundo... "Amanda, onde você está, criatura?", "Tô aqui na casa de minha amiga, perto da faculdade, esperando carona pra voltar pra casa...", "Você sabe que horas são?", "Sei, mãe, já toinu...", "Por que não atendeu o celular?", "Não ouvi porque o celular tava no banheiro..."

Oi? Alguém me explica essa nova tecnologia em que o celular tem que ir ao banheiro?

Noite perdida, filha chegou inteira sem nenhum arranhão, deitou e dormiu como um anjo... E eu, a mãe, tentei recolocar meu coração no lugar e dormir um pouco. Ai, Jesus, me abana?

Um ótimo fim de semana pra todos!!!


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Momento Roubado - Conto Sensual


      Sarah caminhava distraidamente pelas ruas da grande São Paulo, com fones de ouvido num som alto, neutralizando o barulho infernal dos carros. Estava num dia tranquilo pois não fora trabalhar devido a um compromisso particular e tirou o dia para caminhar um pouco. Gostava de andar ouvindo músicas e prestando atenção na selva de pedra, no topo dos edifícios, nos últimos andares e ficava imaginando quem estaria naqueles andares, o que faziam naquela hora e vez ou outra apertava os olhos, como se fosse míope, para tentar decifrar a imagem minúscula de alguém que aparecia por trás das janelas.

      Entrou numa ruela para cortar caminho para chegar até sua casa. Do outro lado avistou aquele homem que tanto lhe chamara a atenção em seu local de trabalho. Ele caminhava no sentido contrário ao seu, com as mãos no bolso e de cabeça baixa. Coincidência? Sarah não acreditava em coincidências. Quando ele atravessou a rua, que era transversal a que Sarah estava, olhou para a ruela e também avistou Sarah. Voltou e olhou de novo para confirmar se era ela mesmo. Ela gelou... Nem sabia seu nome. Era um prestador de serviços terceirizado que a empresa contratou por tempo determinado. Mas chamou tanto a sua atenção que agora vendo-o pelas ruas, mal conseguia respirar de ansiedade. Continuou andando, tentando ser normal, mas sabia que demonstrava um certo incômodo em cada passada. Abaixou a cabeça, começou a cantarolar em voz baixa e continuou. Ele a esperou no final da rua, parado com as pernas abertas e com os braços cruzados. E claro, com um sorriso matador.

      Sarah foi se aproximando, não conteve os lábios e devolveu o sorriso. "Oi", cumprimentou-a. "Oi", respondeu Sarah constrangida por não saber seu nome. "Me desculpe, como é mesmo seu nome?", quebrou o gelo, estendendo a mão para cumprimentá-lo. "Camilo", respondeu apertando a mão de Sarah. Ficaram se olhando sem largar as mãos; ele foi chegando perto, sorrindo, ela arregalou os olhos, assustada, mas ansiosa por imaginar o que viria dali para frente.

      Camilo segurou em sua nuca, passou o polegar pelo seu rosto e foi chegando perto de sua boca. Sarah ficou paralisada olhando aqueles olhos castanhos escuros, totalmente hipnotizada. Camilo deu-lhe um beijo na boca, intenso, molhado, longo, deixando-a bamba e sem conseguir sequer levantar os braços para abraçá-lo. Correspondeu ao beijo, assustada. Os lábios macios e grossos de Camilo envolviam toda sua boca, que ora pegava o lábio superior, ora voltava para o encaixe em sua boca e ora apenas passava os lábios delicadamente sobre os seus. Sarah se entregou totalmente nem se importando que estava numa rua pública, numa ruela com pouco movimento onde as poucas pessoas que passavam por eles, olhavam de lado, incomodadas com aquela cena explícita de um beijo apaixonado.

      Enquanto beijava Sarah, Camilo encostou-a na parede, segurou-a por trás e encostou seu corpo no dela. Desceu uma das mãos, até sua coxa, levantando-a. O beijo deixou sua boca e foi para o pescoço, fazendo com que Sarah arrepiasse e gemesse bem baixinho. Sarah ainda estava imóvel, sem entender aquela delícia e onde tudo isso iria parar. Que não pare nunca, pensava ela, com aquele corpo encostado no seu e aquela boca carnuda, macia e lhe devorar o rosto e o pescoço e a saborear sua boca, como um néctar dos deuses.

      Quando Camilo percebeu o estado em que ficou Sarah, foi se afastando aos poucos, deixando-a respirar, segurou seu rosto com as duas mãos, fixando seu olhar nos olhos dela que permaneciam fechados e a boca entreaberta ansiando por mais uma sessão de beijos. Beijou-a de leve, alisou seus cabelos e sorriu. Sarah abriu os olhos e corou de vergonha, por ter se entregado assim tão facilmente a um homem que vira poucas vezes, mas o desejo tomou conta de seu juízo, de seu bom senso, que deu prioridade aos anseios, esquecendo completamente os bons modos aprendidos desde sempre.

      Camilo lhe disse que desde a primeira vez que a vira, teve vontade de beijá-la. Ela sorriu, tímida. Mas que naquele momento precisava ir para terminar o que tinha começado na empresa em que ela trabalhava. Tirou um cartão do bolso e lhe entregou, dizendo que esperaria por um telefonema para se encontrarem à noite. Deu-lhe mais um beijo e se foi.

      Sarah, ainda hipnotizada, continuou encostada na parede. Respirou fundo, passou as mãos nos cabelos e só conseguia dizer "meu Deus, o que é isso?"

      Olhou para um lado, para o outro, olhou as horas, tirou os fones dos ouvidos e continuou a caminhada, ainda se apoiando na parede, com as pernas bambas e um sorriso besta na cara, que teimou em permanecer até à noite, quando ligou para Camilo, toda trêmula, ansiosa por aquela boca, aqueles braços, aquele corpo, o perfume, o olhar, enfim, por aquele homem que a deixou sem ar, que lhe roubou alguns minutos de sua tarde que parecia comum, mas que foi surpreendida por uma emoção que jamais imaginaria ter por um desconhecido. Saberia sobre ele logo mais, quando finalmente olharia em seus olhos e desvendaria todo aquele mistério.

      Mas esse assunto é para outro conto.


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Amor Surreal

Amor Surreal - Alcione

Se ajoelha e me pede perdão
Você vai descobrir o que é bom
Na minha mão
Pra você tudo é tão natural
Nunca ví tanta cara de pau
É surreal
Um vez quando alguém me falou
Eu não dei o devido valor
E olha aí
A arapuca em que eu fui me meter
Quando eu me envolvi com você
Ensandeci
Você não me merece, eu já sei
Tantos flagras que eu já te dei
E já nem me importa
Tanto faz o que você não fez
Qualquer dia eu acordo de vez
E tranco aquela porta
Mas não quero te dizer adeus
Nem usar o direito que é meu
E te dar o troco
E deixar você livre de mim
Mesmo sofrendo um pouco
E aí
Meu amor que é cego
Reclama do seu amor
E só de pensar em ficar sem você
Coração sente falta
E aí
Deixo tudo pra lá
Eu não sou de guardar rancor
Você é meu carma no bem e no mal
Não sei como posso te amar tanto assim afinal
Se você me maltrata
Eu vou te provar outra vez
Que a mulher
Que te ama sou eu
Mas é bom te lembrar
Por um triz
Você não me perdeu
Você não me merece, eu já sei
Tantos flagras que eu já te dei
E já nem me importa
Tanto faz o que você não fez
Qualquer dia eu acordo de vez
E tranco aquela porta
Mas não quero te dizer adeus
Nem usar o direito que é meu
E te dar o troco
E deixar você livre de mim
Mesmo sofrendo um pouco
E aí
Meu amor que é cego
Reclama do seu amor
E só de pensar em ficar sem você
Coração sente falta
E aí
Deixo tudo pra lá
Eu não sou de guardar rancor
Você é meu carma no bem e no mal
Não sei como posso te amar tanto assim afinal
Se você me maltrata
Eu vou te provar outra vez
Que a mulher
Que te ama sou eu
Mas é bom te lembrar
Por um triz
Você não me perdeu


 $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$

  Eu sei, é só uma música, mas, vamos combinar? Mulher é um bicho esquisito mesmo, heim?

Quem já passou por isso ou conhece alguém que é assim? O cara apronta, faz e acontece, fica com aquela cara de paisagem e a mulher ainda se derrete toda. 

O "amor" é mesmo muito poderoso... Causa calafrios, taquicardia, fraqueza nas pernas, cegueira e um tiquinho de burrice. Mas é bom demais da conta!

E mulher gosta assim, de coisa difícil, complicada, sofrida... só pra ver se ele muda e ela bate no peito feliz e repete pra quem quiser ouvir: "ele mudou por mim!".

No fundo no fundo tudo o que uma mulher quer é exclusividade, atenção, carinho, amor, mesmo que seja somente entre quatro paredes. Ser a rainha de um homem por uns instantes, ouvir o que gosta e o que precisa, ser tocada no lugar certo e no momento certo... Ter desejos realizados, mesmo aqueles mais sombrios e impensáveis... E aparece um homem e faz tudo isso e mais um pouco. Como resistir? Como deixar esse homem solto assim, pra outra pegar? E que homem assim é capaz de ficar só com uma mulher?

Tem homem que sabe das coisas, e tem mulher que sabe o que é bom, mesmo que seja só de vez em quando.

É só um texto, ok? Sem generalizar...

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Você é Linda?


Já viram este vídeo? É um dos mais interessantes que já vi e me fez pensar muito.

Como a gente se vê? Por que, muitas de nós mulheres, nunca estamos felizes com o que vemos no espelho? Como os outros nos veem?

Não gosto muito de espelhos e não gosto de jeito nenhum de fotos e nem vídeos. Para escolher uma foto tenho que tirar várias e ir deletando para assim ficar com a menos pior. Não consigo me ver como realmente sou, numa foto. Isso é assim mesmo? Alguém sabe me explicar?

Não que eu queira ser bonita como outra pessoa, mas enxergo os defeitos muito mais do que enxergo o conjunto todo, uma harmonia de formas.

Mas se for pensar, não são defeitos. Cada um é de um jeito, com formas e harmonias diferentes. Não dá para ficar se comparando com capas de revistas ou cabides ambulantes que desfilam moda. Cada um tem sua beleza. Agora, como enfiar isso na cabeça de cada uma?

Eternas insatisfeitas!

Dizem que não existe mulher feia, existe mulher pobre. Pode ser que sim. Porque até para se cuidar como tem que ser, tem um gasto financeiro. E quem vive para sustentar uma casa, filhos, não vai desviar o pouco que tem para comprar algo para melhorar sua aparência. E tem tantas outras coisas para se pensar que acabamos por nos deixar em um plano lá no fim da lista, ou nos esquecendo mesmo. E quando se vê o tempo já passou e não dá para consertar o que está enraizado.

E também não dá para sair por aí perguntando como as pessoas nos veem. Os amigos vão nos elogiar, os conhecidos vão nos super elogiar e pela educação que a maioria tem, não vão nos apontar os defeitos. Ou vão, mas vão ressaltar outras coisas que não seja o que realmente nos incomoda.

Então.... E então? Como ficamos? É um caso para se pensar e ficar deprimida... Ou não!

Uma dessas mulheres do vídeo disse que a forma como as pessoas nos veem, principalmente as bem próximas, desde nossa infância, é que vai nos desenhar para toda a vida. É muito importante o elogio, o carinho, o afeto e a atenção que os pais dão aos filhos, desde sempre. Isso influencia muito por toda a vida da pessoa. Parece que não, parece besteira, mas não é. Isso nada mais é do que a autoestima. Cuidar da cabecinha dos nossos pequenos, com elogios, faz parte do pacote da criação.

Um ótimo fim de semana para todos!!!


quarta-feira, 17 de abril de 2013

Irresistível - Um Conto Sensual


      Diana, depois de uma reunião interminável no trabalho, volta para casa quase cochilando ao volante. Bom que nessa hora o movimento não é intenso, mas essa calmaria a deixa bocejando e atenta para não cometer nenhuma infração. Liga o rádio e aumenta o volume. Começa a cantar e a dançar tentando se livrar do cansaço durante o caminho para casa. Finalmente chega.

      A rua está deserta, então, por segurança, ela passa devagar pela sua casa, verifica se está tudo bem e que não há ninguém suspeito por perto, vai até a esquina e volta. Abre o portão e escuta seu cachorro Theo latir insistentemente. Antes mesmo de sair do carro, arranca os sapatos de salto e vai caminhando sem fazer barulho. Por ser bem tarde tem quase certeza de que Fred já esteja dormindo ou lendo um livro.

      Depois de brincar um pouco com Theo, vai até o quarto, em silêncio, e vê Fred deitado e coberto apenas com um lençol. Ele sorri e diz um "boa noite" com voz de quem estava dormindo há algum tempo. Ela retribui, vai até o marido e deita ao seu lado, colocando uma perna sobre a sua e lhe beija carinhosamente a boca. Pede para ele esperar um pouco e vai até o banheiro. Toma uma ducha rápida e volta, vestindo somente uma calcinha minúscula branca. Fred acompanha a mulher com os olhos e morde o lábio inferior. Ela caminha como uma gueixa, bem delicada, olhando em seus olhos, com um sorriso tímido e um olhar penetrante e matador.

      Diana vai para seu lado da cama e calmamente se deita ao lado de Fred. Ele continua acompanhando com os olhos mas não aguenta e puxa Diana para si num abraço apertado, com beijos no pescoço e na orelha. Ela solta um gemido e se entrega num abraço. Seus longos cabelos cobrem-lhe o rosto, e ele calmamente com as mãos puxa-os para trás segurando-os num rabo de cavalo. Se beijam intensamente e sem que Fred perceba, ela enfia sua mão sob seu travesseiro e tira um par de algemas. Ele percebe e sorri. Diana pega suas mãos, coloca as algemas e prende na cabeceira da cama. Ele geme, olhando bem fundo em seus olhos. Mais uma vez Diana volta sua mão para debaixo do travesseiro e pega um lenço. Fred não sabia desse lenço e estranha, achando que a mulher vai amordaçá-lo. Ela sorri e venda seus olhos. Ele gosta.

      Com movimentos lentos, Diana vai beijando Fred, todo o rosto, pescoço e peito, passando seu corpo sobre o corpo de Fred, como se fosse uma massagem... Se levanta um momento e fica apreciando Fred, com aquele corpo perfeito, com músculos bem definidos, abdome liso, onde ela fica passando as pontas das unhas, fazendo com que Fred arrepie e solte gemidos.

      Continua beijando o corpo do marido e vai descendo até ficar sobre as pernas dele. Mais uma vez ela admira Fred. Depois se levanta, ficando em pé, com Fred entre suas pernas e toca um pé em seu peito, escorregando de cima a baixo. Fred, ansioso, gosta da brincadeira. Continua deslizando seu pé por todo o corpo do marido, inclusive no rosto e na boca. Se abaixa e destranca as algemas, dando liberdade às mãos do marido, que logo procuram seu corpo e num movimento rápido a coloca deitada de costas e começa a apertá-la, beijando-a inteira. Fred não se importa de estar vendado. Já conhecia aquele corpo, sabia de cada detalhe, cada curva, e era só se entregar num prazer infinito, com os minutos marcados.

      Diana não se continha, jogava a cabeça para trás e gemia, apenas com os beijos e o carinho de Fred. Este a imobilizava e a possuía, ao mesmo tempo com força, mas com toda a delicadeza de um cavalheiro, tentando não se empolgar demais e acabar com o prazer antes da hora.

      Sentia o corpo de Diana vibrar, arrepiar, a respiração ofegante, os olhos fechados, fazendo parceria com o lenço que tapava seus olhos. Não precisavam se olhar, conheciam um ao outro e sabiam do que gostavam e queriam tudo aquilo. Sabiam a hora exata de doar um carinho, um beijo, uma mordida. Sabiam a hora que um gemeria e procurava a boca do outro para se entregarem num longo e molhado beijo. Sabiam a hora de parar uns minutos, para que o prazer durasse mais tempo, a noite toda se quisessem.

      Exaustos, se entregam num gemido, ao mesmo tempo, e permanecem quietinhos. Fred sobre Diana, saboreando cada respiração e cada suor de seu rosto, ainda sentindo o coração pulsar como louco, querendo sair e gritar ao mundo que não existia amor maior e que aos poucos se aquietava, e Fred, agora deitado ao lado de Diana, adormecia, e ela, presenciando tudo aquilo ficava admirando o marido e sentindo bem de perto sua respiração, até que não aguentando, adormecia também.

      Não demorou muito e o sol já entrava pelas frestas da cortina, e um raio intrometido queimava os olhos de Fred, que acordava e ficava olhando para sua amada, para sua mulher, para Diana, sua alma gêmea. Ainda tinha uns minutos antes de se levantar. Fred, delicadamente colocou a mão nos cabelos de Diana, com o cuidado para não acordá-la e simulou tocar seu rosto, os lábios entreabertos, os olhos fechados e desceu sua mão pelo corpo de Diana, mas sem tocá-la, apenas pairando a mão e tentando sentir seu calor. O despertador toca, Diana apenas se mexe e vira para o outro lado, Fred beija sua cabeça e se levanta para mais um dia de trabalho.

      Fim.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Amor Inocente


"Amor" foi o tema de pesquisa feita por profissionais de educação e psicologia a um grupo de crianças entre 4 e 8 anos, nos EUA, e transcrito no jornal "O que é o amor?"

Leiam que fofuras de opiniões! O amor é simples, inocente, gostoso... nós, adultos, é temos o hábito de complicá-lo.

Quem me mostrou este link AQUI foi uma amiga do facebook, a Ana Silva.

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* Se você quer aprender a amar melhor, você deve começar com um amigo que você não gosta - Nikka,6 anos.
*Quando minha avó pegou artrite, ela não podia se debruçar para pintar as unhas dos dedos do pé. Meu avô desde então, pinta as unhas para ela, mesmo quando ele tem artrite - Rebecca, 8 anos.
* Amor é quando uma menina coloca perfume e o menino coloca loção pós-barba, aí eles saem juntos e se cheiram - Karl, 5 anos.
* Quando alguém te ama, a forma de falar seu nome é diferente - Billy, 4 anos.
* Amor é quando você sai para comer e oferece suas batatinhas fritas, sem esperar que a outra pessoa te ofereça as batatinhas dela - Chrissy, 6 anos.
* Amor é quando alguém te magoa, e você mesmo muito magoado não grita porque sabe que isso fere seus sentimentos - Samantha, 6 anos.
* Amor é quando minha mãe faz café para o meu pai e toma um gole antes para ter certeza que está do gosto dele - Danny, 6 anos.
* Quando você fala para alguém algo ruim sobre você mesmo e sente medo que essa pessoa não venha a te amar por causa disso. Aí você se surpreende, já que não só continuam te amando, como agora te amam mais ainda- Mathew, 7 anos.
* Há dois tipos de amor, o nosso amor e o amor de Deus, mas o amor de Deus junta os dois - Jenny, 4 anos.
* Amor é quando mamãe vê o papai suado e mau cheiroso e ainda fala que ele é mais bonito que o Robert Redford - Chris, 8 anos.
* Durante minha apresentação de piano, eu vi meu pai na platéia me acenando e sorrindo, era a única pessoa fazendo isso e eu já não sentia medo- Cindy, 8 anos.
* Amor é quando você fala para um garoto que linda camisa ele está vestindo e aí ele a veste todo dia - Noelle, 7 anos.
* Quando você ama alguém seus olhos sobem e descem e pequenas estrelas saem de você - Karen, 7 anos.
* Amor é quando seu cachorro lambe sua cara, mesmo depois que você deixa ele sozinho o dia inteiro - Mary Ann, 4 anos.
* Eu sei que minha irmã mais velha me ama, porque ela me dá todas as suas roupas velhas e tem que sair para comprar outras - Lauren, 4 anos.
* Amor é como uma velhinha e um velhinho que ainda são muitos amigos mesmo se conhecendo há muito tempo - Tommy, 6 anos.


sábado, 13 de abril de 2013

Esmalte e Petit Pois


Esmalte Ludurana vermelho Encanta exclusivo do blog Simples e Clara

Esmalte Ludurana antialérgico Vermelho Encanta. Na foto de cima, sem a luz direta. É essa a cor vista pessoalmente. Na foto de baixo, com luz natural. Na foto ficou um vermelho mais vivo, mas lindo!!!

A Blogagem Coletiva de esmaltes da Fernanda Reali é sobre estampas petit pois, mas eu gosto de dizer que são bolinhas. Querem ver várias estampas e muitas bolinhas? Cliquem AQUI!

Olha, não tenho nenhuma estampa de bolinhas pra mostrar aqui, mas me lembrei de um vestido que minha mãe fez, quando eu tinha quatorze anos. Era branco com bolinhas vermelhas. Tipo anos cinquenta, com gola, acinturado e saia godê guarda-chuva. Foi com ele que tive meu primeiro namorado. Foi com ele que andei de mãos dadas, abraçada, tímida na frente dos outros. O primeiro amor... Acho que não. O primeiro namorado sim. O primeiro amor é outra história.


O vestido era bem parecido com esse, da esquerda. Lindo!!! Eu adoraria ter sido jovem nessa época... Tudo tão feminino, e as bolinhas sempre presentes nos vestidos.

Garimpei algumas estampas petit pois no Google. Lindos!



Um mimo, não é mesmo? Adoro! Mas não tenho nenhuma estampa pra usar.... por que será, meu Deus?


sexta-feira, 12 de abril de 2013

Saudade


Participando do Projeto Bloínquês - 12ª Edição Solte o Verbo.

      Dói, e muito!

      Quando a pessoa é viva fica fácil, mas uma das saudades mais doloridas é por alguém que já morreu.

      Há cinco meses que meu irmão se foi. E até hoje não nos acostumamos com sua ausência. Meus pais sofrem ainda, minha cunhada continua chorando muito, minha sobrinha ainda é muito nova para entender o que significa morrer, mas chora pela falta do pai, inconformada.

      Sempre me pego pensando nele, ouvindo sua voz, seu sorriso largo, seus olhos brilhantes e suas reclamações costumeiras. Ô homem que reclamava de tudo! Sinto falta disso também.

      De uns tempos para cá confesso que fiquei ausente do convívio familiar, mas sabia que ele estava lá, onde sempre esteve. E qualquer coisa, era só ligar, ouvir a voz, aparecer.

      Hoje, a única coisa que consigo fazer é fechar os olhos e imaginá-lo, e é inevitável não lembrar do velório, das pessoas chorando, de meu pai arrasado e definhando em questão de horas, dos muitos amigos, parentes, vizinhos e conhecidos que compareceram. Como esquecer de minha cunhada abraçada ao caixão o tempo todo? Como esquecer aquela fisionomia morta e gelada naquela cama de madeira sem colchão? E como esquecer que a vida continua, querendo ou não, agora sem ele.

      Dá um aperto no coração, um oco bem no meio do peito, um vazio na mente, até que uma lágrima desce, teimosa, pelo rosto abaixo, ganhando o colo vazio, ardendo e quase evaporando por causa da quentura da saudade que bate e fica, que criou raízes profundas, como um bambu japonês que nunca, nunca mais será arrancado. Enverga, mas não quebra. Logo volta a sua posição ereta, imponente, marcando presença dia a dia, até nosso último suspiro, como simples mortais.

      É a morte ganhando da vida, é a dor caminhando de mãos dadas com a saudade, é um sorriso a menos e um rio de lágrimas a mais, é um outro modo de enxergar o que realmente vale enquanto estamos vivos. Podia ter ficado mais perto, ter ajudado mais, ter gargalhado mais, ter convivido mais com ele. Mas mesmo sabendo que um dia vamos embora para sempre, ainda teimamos em querer dominar o tempo e deixar tudo  para depois. Amanhã eu vejo, amanhã eu converso, amanhã eu beijo, abraço, amanhã eu digo que amo... Amanhã eu enterro e levo comigo a saudade eterna, a dor e o remorso de não ter estado mais junto, mais perto, enquanto todos nós tínhamos vida.

      Que esteja com Deus, sempre, você e nós!


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Era uma vez...

príncipe do século XXI

Era uma vez um príncipe forte, lindo, corajoso, que chegou em seu cavalo branco e salvou a mocinha de toda maldade do mundo. E viveram felizes para sempre.

Contos de fadas de nossa infância que, mesmo meninas, ficávamos sonhando com um príncipe desse, chegando e nos fazendo feliz. Menos eu! O que me interessava nesses contos de fadas, o que realmente me chamava a atenção eram os vestidos das princesas. Como eram feitos, onde arrumavam tantos tecidos, como tiravam medidas, quem costurava, quem maquiava a princesa, quem arrumava os cabelos? Uma fada, sempre uma fada. E isso sim eu ficava imaginando: uma fada que tocasse sua varinha em minha cabeça e me vestisse dos pés à cabeça em questão de segundos.


Depois, parece que com o tempo, os príncipes viraram sapos e toda a esperança das moçoilas casadoiras se enfraqueceram. Foram à luta para serem felizes por elas mesmas.

Mas mesmo assim, como é bom assistirmos um filme ou mesmo um anime, com um romance, com um final feliz, tudo dando certo e blá, blá, blá!

Quem tem o costume de ler meus contos sabe que não sou muito de finais felizes. É a vida! Nem sempre os finais felizes existem. Existem os momentos felizes que todos nós sabemos.

E a polêmica da vez é Theo (Rodrigo Lombardi), da novela Salve Jorte (Glória Perez, Rede Globo, 21 h).

Digamos que é um príncipe um tanto sonso, acomodado e... homem!

Eu digo que ele é um príncipe sim, mas é homem acima de tudo. E homem muito bem descrito por Glória, mostrado até o fio escondido do cabelo da nuca, e que tem chocado muitas mulheres pelo mau exemplo que vem dando em ter muitas mulheres.

Mas é homem é assim mesmo! Sem generalizar, porque ninguém é igual a ninguém, mas homem tem essa característica sim. Como diz um amigo meu, o Lula: "O homem bíblico não tem cio, logo todos estão predispostos a cópula a todo momento". É chocante ouvir isso, mas é a verdade, meninas, não fiquem bravas comigo! Não estou defendendo homens, apenas mostrando como eles são.

O mau exemplo de que tanto falam da novela, de promover uma apologia à traição, a enganação, nada mais é do que o retrato do homem como ele é. E isso choca mesmo porque ainda acreditamos naquele homem perfeito, um príncipe encantado.

Isso é a minha opinião, certo? Cada um é cada um e cada uma aceita ou não as atitudes de seu homem. Ninguém precisa aceitar nada só porque namora ou é casada ou não sei o quê. Tem sempre a possibilidade de não aceitar, de conversar, de tentar um acordo, e principalmente, falar o que incomoda, que atitudes não gosta, que gostaria de ser tratada de outra maneira, enfim, não tente mudar o homem se ele não quiser mudar, mas você pode mudar seu jeito, sua vida, seu rumo, sempre!

Resumindo: cada casal sabe de sua vida e a melhor atitude a tomar. Cada caso é um caso.

Gostaria muito de saber opiniões de vocês, homens e mulheres. O príncipe que Glória nos mostra no Theo é uma apologia ao mau caráter e à traição?



quarta-feira, 10 de abril de 2013

As Piores Gafes que Cometi


Participando da Blogagem Coletiva de Patrícia Galis do blog Café entre amigos. Cliquem no link, leiam muitos gafes e se divirtam!

Ui, essa vai dar o que falar!

Digo que sempre soltei as minhas, na maior inocência, e geralmente as pessoas ficam olhando pra gente com aquela cara... e nós, com cara de paisagem sem entender nada. São os micos do dia a dia que pagamos sem querer querendo.

Vou citar só algumas...

Um dia, num casamento, quando marido(ex) e eu entramos no salão, uma senhora que era muito carinhosa comigo, sempre me cumprimentava gentilmente, me abraçando e tudo o mais, estava na primeira mesa na entrada. Não sei, acho que eu estava meio perdida, só sei que passei pela mesa dela, cumprimentei de longe e segui pra mesa onde íamos sentar. A mulher se levantou e ficou esperando eu ir até ela pra cumprimentá-la. Cheguei na minha mesa, me sentei e a vi em pé, rindo e olhando pras outras pessoas. Aí foi que me liguei que ela se levantou para me cumprimentar. Que feio!!! Imediatamente me levantei e fui lá dar um abraço bem apertado e pedir desculpas, claro. E ela riu muito. Que vergonha! Mas acontece que fomos praticamente os últimos a chegar, então todos já estavam sentados e todos viram o maior mico da festa!

Uma outra ocasião estávamos reunidos, meu ex-marido, eu e mais alguns casais com os respectivos filhos. E eu olhando aquela criançada toda brincando, nem prestando atenção no assunto que falavam e soltei a pérola: "olha só que interessante, os filhos vêm tão lindos e os pais nem sempre são bonitos", e olhei pra um casal que tinha uma filha linda, apontei pra eles e completei: "Olha pra eles!". Juro que falei exatamente isso! Mas foi tudo sem querer... que vexame!

Outra: eu ia a um banco. E tinha a porta de entrada do banco, sempre aquela porta. E eu cheguei e a porta estava fechada. E tinha uma mesa logo em frente com um rapaz trabalhando. A parede toda era de vidro e a porta ficava em um desses vidros. Não entendi nada, mas a caipira aqui não perguntou nada e começou a forçar a parede de vidro, pra entrar. E o rapaz começou a me olhar, estranhando. Daí, finalmente, percebi que ali não era mais uma porta. Disfarcei e fui embora. Não entrei no banco, de vergonha.

Mais uma: um primo de meu ex-marido veio até nossa casa nos convidar para sermos padrinhos de casamento dele. Ficamos conhecendo a noiva naquele dia. Digamos que foi um namoro relâmpago. E eu, na maior ingenuidade perguntei, claro: "mas já vão casar? Por que?". Bem, um olhou pro outro e ficaram mudos, calados. Meu ex-marido só me deu um cutucão e mudou de assunto. Depois é que fiquei sabendo que a moça estava grávida. Ofélia mode on!

Agora, o pior e mais recente foi quando fui ao médico que é aqui perto de casa mesmo e saindo de lá, ao invés de voltar pela direita, voltei pela esquerda. Fui andando, andando, andando e não reconheci as ruas por onde andava. Mas como sou muito teimosa, fui andando, andando... até parar num outro bairro. Tive que perguntar que bairro era aquele e que rumo ficava meu bairro. Gente, eu me perdi no meu bairro, na minha cidade! Foi horrível!

E tem outra pior: Num dos blogs que leio, uma moça linda, dona do blog, que havia emagrecido e depois de terminadas as férias, havia engordado um pouco. Ninguém percebia, mas cabeça de mulher é assim mesmo. Então ela postou uma foto de corpo inteiro dizendo que estava se sentindo feia, gorda etc. E não estava nada disso! Mas eu, bocuda de plantão, deixei o comentário super gentil: "E olha que você teve coragem de tirar a foto de corpo inteiro... geralmente quem é gordinha tira só do pescoço pra cima". Gente, depois de anos-luz é que caiu a ficha do tamanho da besteira que tinha dito. Mas foi no bom humor e na ingenuidade. Não quis chamá-la de gorda. Não é gorda de jeito nenhum.... Bem, melhor me calar pra não piorar ainda mais. Cala-te, boca!

Acho que está bom por hoje. Gafe demais pra uma pessoa só.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Da Janela do Hospital


Participando do Projeto Bloínquês - Edição Especial Conjunta
11ª Edição Visual + Edição Cartas.

      São Paulo, abril de 2013

      Para minha filha Camila.

      Não sei que dia é hoje, acho que 3 ou 4, mas o mês é abril que eu sei porque é seu aniversário, filha. Então, como não tenho como preparar aquela festa que preparo todos os anos, escrevo essas linhas de coração, com todo o amor do mundo que tenho por você.

      Pelas contas de cabeça que ainda consigo fazer, já vai fazer quase um ano que estou aqui, praticamente vegetando nessa cama. Como o tempo passa...

      Não é fácil, filha, ficar esperando a morte de alguém para outro alguém ter esperanças de vida. Não é justo, mas é a vida. Parece até que ficamos implorando uma migalha de algo que não servirá para nada, mas que viveria em outro corpo. Bem, deixemos esse assunto para lá.

      Olhando agora da janela do hospital, percebi que fizeram um jardim lindo aqui embaixo. Com margaridas! Como são lindas! Mesmo não sendo primavera, está florido, e perto do muro plantaram hortênsias. Filha, quando vier aqui, dê uma caminhada lá embaixo e tire fotos para me mostrar? Ou então peça autorização para o médico para eu poder dar uma volta?

      O dia hoje está lindo, com um céu brilhante, sem nuvens, um sol que parece não estar muito quente; percebo pelas roupas das pessoas que não são tão leves, como no verão. Outono... Adoro outono.

      Consegui me levantar um pouco e vi que colocaram bancos de madeira no jardim. Mas não vi ninguém sentado neles.

      Me lembro quando cheguei aqui e estava um calor insuportável. Não podia colocar ventilador nos quartos, por regras do hospital, e não me lembro de ter prestado atenção se haviam flores ou mesmo um jardim aqui embaixo. Ficava praticamente sedada, com essa agulha enfincada no meu antebraço o tempo todo. Mas me lembro do grande movimento de carros e de pessoas que passavam pela rua. O que aconteceu? Desviaram o tráfego? E me lembro também de um edifício no outro quarteirão que estava em reformas. Daqui da janela eu via os homens, parecendo miniaturas, trabalhando e fazendo muito barulho. Parece que terminaram a reforma.

      O céu continua o mesmo, com as nuvens de algodão nos presenteando com figuras diferentes, ora decifráveis e ora todas emboladas, sem definição nenhuma. E quando ficam todas escuras, dá um medo imenso, ainda mais quando estou sozinha. Fecho os olhos e me imagino voando sobre as nuvens, achando um sol brilhante, que queima minha pele e que sorri para mim, me desejando boa sorte. Depois acabo adormecendo e nem vejo a tempestade.

      Camila, minha filha, todos os dias eu rezo por você para que Deus lhe abençoe, lhe dê toda a felicidade que você mereça, que se cuide, que seja feliz do fundo do coração. Que mesmo estando longe, estou sempre por perto, e mesmo que não consiga um coração novo, este meu velho sempre baterá por você, de onde eu estiver.

      Não fique triste, filha, um dia todos nós iremos embora. É a vida.

      Que Deus lhe abençoe!

      De sua mãe Eunice, que lhe ama mais do que tudo. E essa margarida eu pedi para uma enfermeira colher do jardim para lhe dar. Por enquanto está aqui na mesinha do quarto, dentro de um solitário, lhe esperando para ganhar outra paisagem e um carinho de suas suaves mãos jovens.


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Relacionamentos



Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:
- Ah, terminei o namoro...
- Nossa, quanto tempo?
- Cinco anos... Mas não deu certo...acabou.
- É, não deu...(?)
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não lhe impressiona...
Acho que o beijo é importante. Se o beijo bate, se joga e se não bate, mais um Martini, por favor! E vá dar uma volta.
Se ele ou ela não lhe quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não lhe querer.
Não lute, não ligue, não dê piti.
Se a pessoa está com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte.
Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que lhe convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim...Quem disse que ser adulto é fácil?


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Eu acredito em tudo que ele escreveu. Coisa mais chata ficar com alguém por conta de chantagem, ou o quer que seja. Amor é entre os dois, um só não ama pelos dois. Quem gostaria de viver com um robô ou uma marionete, ou uma pessoa indiferente que sente apenas dó?
Pior ainda os que se dizem donos um do outro. E ficam cobrando, vigiando, como se isso adiantasse alguma coisa. É ilusão perdida. 

Alguém discorda, concorda?