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domingo, 25 de outubro de 2015

Além do Tempo

Rede Globo, 18:00h

Elizabeth Jhin, com toda sensibilidade, nos mostra uma história romântica que atravessa séculos, com personagens marcantes e unidos entre si por erros que teimam em repetir a cada nova reencarnação.

Quem acompanha percebe a delicadeza do texto, o primor da fotografia e o figurino da primeira temporada que é uma maravilha.

História de amor entre Felipe e Lívia que se repete por séculos e séculos e que esperamos que tenha um final feliz nessa segunda temporada.

Fico aqui pensando, será que já encontrei com algum amor que não deu certo mas que se tornou inesquecível, que é da encarnação passada? Gente que temos a sensação de já ter conhecido há anos, que nos apresenta tão familiares que somos capazes até de "adivinhar" seus gostos, seu modo de viver e tudo o mais. Como explicar essa empatia imediata que temos por algumas pessoas e a antipatia relâmpago por outras que nem sequer conhecemos?

E os lugares que nunca estivemos mas que temos a sensação de já conhecer? E alguns momentos vividos que temos a sensação de já ter acontecido antes?

E os anjos? Será que já cruzamos com algum nessa vida? E demônios? Sim, porque se há anjos, certamente há demônios também.

Mesmo sendo e gostando de ser católica, acredito no espiritismo e nesse reencontro de almas por várias vidas. Isso explica tudo.

Acredito que nossa passagem pela Terra tem um propósito e não é por acaso que caímos aqui pra viver por uns anos. Creio que coincidências não existem e apesar de nosso livre arbítrio, nossa trajetória já está escrita e com o tempo evoluímos até não precisarmos mais da reencarnação. Quando será isso, é a pergunta que não quer calar? Como temos que ser e o que devemos sentir ou não sentir pra não sofrermos mais?


Essa cena ficou linda demais! O amor sempre vale a pena, quando é recíproco. Limpar o coração de toda a amargura, ódio, revolta, não reclamar tanto, agradecer, agradecer, agradecer, amar, amar, amar.... Não só o amor entre dois, mais ao próximo como a si mesmo. Foi o que Jesus nos ensinou.

Uma ótima semana a todos!


domingo, 18 de outubro de 2015

Flávio Gikovate



Com Medo de Ser Feliz


"Reconhecer em si forças suficientes para suportar a queda e ter energias para se reerguer mostra coragem e serenidade. Uma pessoa é forte quando sabe vencer a dor.
Trata-se de um requisito básico para o sucesso em todas as áreas da vida, inclusive no amor. Ninguém gosta de sofrer, mas não é moralismo religioso dizer que superar as frustrações é a conquista mais importante para quem quer ser feliz."

Um belo texto do Dr. Flávio Gikovate, que você poderá ler na íntegra AQUI!

domingo, 11 de outubro de 2015

Criança É Sempre Feliz


Lembrando de minha infância, com poucos brinquedos, muitos amigos vizinhos, pais rígidos, mas apesar tudo, muito feliz.

Criança é sempre feliz, sempre dá um jeito de sorrir de algo, mesmo que seja numa fração de segundos, sempre encontra uma outra criança pros olhares se cruzarem e logo a amizade vem fácil. Nem precisa ter brinquedo, elas são os brinquedos. Nem precisa ter dinheiro, o sorriso, a brincadeira, a alegria, tudo de graça.

Me lembro dos brinquedos que eu mesma produzia: bebês de chuchu, bonecas de espiga de milho, panelinhas de latinhas vazias, roupinhas de papel grudadas com sabonete, pois não podia brincar com cola, bola de meia velha, casinhas de caixa de sapato, e tantos outros. Me lembro que queria muito uma bicicleta, mas nunca a tive. Mas queria aprender a andar. E aprendi. Sozinha, na rua, com a "magrela" de uma amiguinha, sem rodinhas, caindo várias vezes e esfolando os joelhos que ainda sustentam cicatrizes. E o Merthiolate ardido, e as chineladas nas coxas, e os sapatos Buzolin, os únicos que me aguentavam o ano todo, por ter solado de borracha... E a lancheira cor de rosa, suco Ki Suco vermelho e pão com ovo, de merenda... Saudades... Bons tempos, outros tempos, felizes.

Criança sem malícia, sem maldade, sem agonia, sem rancor... Que bom se pudéssemos conservar esses sentimentos e sermos um pouco mais feliz...

Sorte de quem aprendeu, na fase adulta, ou seja, conservou a criança que existe dentro de si. A vida endurece nossos sentimentos e nos causa rancores, dores, lágrimas...

E no Dia das Crianças, que possamos esquecer um pouco as amarguras da vida e sorrir pra ela, com a mesma intensidade com que sorríamos quando éramos pequenos e felizes, assim, de graça.

E que Nossa Senhora Aparecida, minha mãe espiritual desde que me entendo por gente, mesmo antes de saber sobre igreja, santos, religião, já percebia e sabia que por ela seria protegida por toda a vida. Respeitos à mãe de Jesus, nosso grande salvador.

Amém!

domingo, 4 de outubro de 2015

Família


      - Amor, olha o celular tocando... - disse Rose, para o marido que estava no banho.

      Ele não ouviu e a insistência incomodou-a muito. Num gesto automático atendeu e não disse nada.

      - Ti, tô te esperando, cadê você? - disse uma voz meiga do outro lado da linha.

      - Oi? - perguntou Rose, assustada e sem acreditar no que acabara de ouvir.

      Celular mudo e depois a pessoa desligou. Rose ficou branca e o coração acelerou. O que era aquilo que acabara de presenciar?

      Tiago e Rose estavam casados há vinte anos. Amor à primeira vista, jovens ainda, amavam-se ternamente. Uma família completa, feliz, muito respeito, amor, companheirismo, filhos lindos, tudo perfeito. Sempre agradecia pela sorte de ter Tiago em sua vida. Na verdade não se imaginava sem ele, sem sua família e muito menos Tiago olhando para uma outra mulher.

      Rose era linda, vaidosa, boa esposa, ótima mãe... Tinha seus defeitos, claro, era bagunceira, mas com o progresso dos negócios do marido, podia ter o luxo de uma faxineira duas vezes por semana. Cuidava de tudo, ia à academia, salão de beleza, manicure, massagista, enfim, se cuidava. Nunca trabalhara fora, acordo feito desde o namoro e aceito prontamente por ela. Para todos era o casal perfeito, exemplo de amor e dedicação, carinho... Ah se todos fossem como eles, o mundo seria bem melhor, comentavam os amigos.

      Tiago era caseiro, competente nos negócios, lindo, másculo, também vaidoso e nunca dera motivos para Rose duvidar de sua palavra.

      Mas naquele dia algo havia mudado. Quem era a tal que ligara de manhã para o celular de Tiago, Ti, como chamava a moça. Que intimidade era aquela com seu homem? Nunca ouvira ninguém chamá-lo de Ti. Ti, que Ti o quê? Como assim, meu Deus, pensava.

      Ainda pálida e sentada na cama, colocou o celular no criado-mudo, do jeito que estava e levantou-se. Foi fazer o café. O que falaria, o que perguntaria?

      Rose, em questão de segundos, desmoronara. O chão se abriu e ela se jogou. Não queria nunca mais olhar para a cara de Tiago. Ti...

      Mas, por outro lado, poderia muito bem ser engano. Por que não? - pensava.

      Tiago apareceu na cozinha, como todos os dias, abraçou Rose pelas costas, beijou seu pescoço e ficou olhando o que ela estava fazendo, por cima de seu ombro.

      - Ti- chamou-o, sem pensar duas vezes.

      Tiago afastou-se e gaguejando perguntou:

      -Ti? Que Ti? O que é isso agora? Vai me botar apelido, amor? Sabe que eu não gosto!

      - Eu atendi seu celular. Alguém te chamou de Ti. Quem era? - Rose virou-se, cruzou os braços e ficou esperando a reação de Tiago.

      - Nnnnnão sei... Quem era? Disse o nome?

      Rose, não aguentando começou a chorar e voltou ao quarto. Jogou-se na cama e ali permaneceu. de bruços, aos prantos. Tiago aproximou-se, sentou-se ao seu lado, alisou seus cabelos e com voz embargada pediu perdão.

      - Não posso mentir pra você... Não consigo mentir pra você. Mas te garanto que não teve importância nenhuma! Foi só uma...

      Rose levantou-se e começou a estapeá-lo e xingá-lo de vários nomes que ela jamais imaginaria que saísse de sua boca. Mandou-o pegar suas coisas e sumir de sua vida. Tiago apenas afastou-se e saiu. Achou melhor deixar passar a raiva. Conhecia muito bem Rose e sabia que num momento de fúria ela não ouviria nada.

      Amava Rose, venerava sua família e não queria que uma aventura sem nenhum significado acabasse com o castelo construído por anos. Mas tinha medo de desmoronar. Rose sempre foi a mulher de seus sonhos, de sua vida, e estava constrangido por tê-la feito passar por situação dolorosa. Se perdesse sua mulher, não saberia mais viver. Eram unha e carne, e a outra era apenas um relaxamento, um momento de descontração, uma novidade casual, nada além disso. Como explicar tudo isso para Rose, sua amada?

      Ao voltar para casa, Tiago entrou devagar, calmamente, e encontrou Rose com os olhos inchados e vermelhos. Chorara o dia todo. O remorso corroeu Tiago, que num ímpeto, ajoelhou aos seus pés e pediu perdão. Estava arrependido e jurou que isso nunca mais iria se repetir. Rose chorava, soluçando, com o rosto desfigurado, como Tiago nunca havia visto. Levantou-se e abraçou a mulher. Ela ficou paralisada, mas não relutou pelo abraço.

      - Hoje foi o pior dia de minha vida, e você, Ti, foi o responsável, seu ingrato, insensível, mulherengo barato. Você acabou comigo e com nosso casamento. Não quero te ver tão cedo. Saia do meu quarto, agora!

      Tiago obedeceu, e assim como foi o pior dia na vida de Rose, também foi de Tiago. Mas mesmo tendo magoado a esposa, não conseguia ver motivos para tanto. Foi só um relaxamento, nada mais que isso. Mas como fazer Rose entender?

      Os dias se passaram e Rose já não chorava mais. Tiago entrava mudo e saía calado de casa. Preferiu deixar a iniciativa para Rose, talvez com o tempo ela entendesse que era e sempre será a mulher de sua vida.

      E aconteceu o que Tiago tanto queria, não como ele imaginava, mas já era um começo.

      Rose, depois de pensar muito, depois de colocar na balança uma vida inteira de harmonia, família unida, amor na relação, resolveu perdoar Tiago. Mas com ressalvas: se acontecesse de novo, seria o fim. Ele concordou com tudo e aceitou todos os castigos impostos por ela.

      Aquela confiança, o amor compartilhado, o companheirismo, claro que nunca mais foi o mesmo. O cristal trincou e dificilmente retornaria como era antes. Mas Rose amava Tiago e praticamente vivia a vida dele. Não totalmente, mas concordou em abrir mão de uma carreira profissional para dedicar-se à família, à união, educação dos filhos e casa em ordem. Na verdade a partir daquele dia, confiava desconfiando, mas também não ficava procurando por algum outro deslize. Sabia que se acontecesse, ficaria sabendo, mais cedo ou mais tarde.

      E assim a família se preservou, apesar dos pesares, o amor venceu.

       Fim.